quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Umbria e suas Castas



Montefalco

Por Rodrigo Mammana


A Umbria sempre foi uma região um pouco " ofuscada" por ser vizinha da famigerada Toscana, porém de um tempo para cá começou a ser mais conhecida, fazendo com que seus excelentes vinhos não fiquem limitados apenas ao consumo local. Muitos conhecem a estrela da região, o Sagrantino de Montefalco, mas existem diversas outras opções que costumam apresentar uma boa relação custo-benefício. A seguir a descrição de algumas das principais castas utilizadas na Umbria:

Castas Brancas:

- Grechetto: Houve uma época que pensavam que a Grechetto era uma sub-variedade da Greco . Na verdade ela é a melhor uva branca nativa da Umbria. Muitos produtores a vinificam como varietal ou a colocam junto da Orvieto ou até mesmo com a Trebbiano para fazer um blend.

- Trebbiano: Essa variedade muito propensa a mutações está espalhada por toda Umbria, sendo que a subvariedade mais popular é a Trebbiano Toscano. Existe também uma distinta sub-variedade chamada Trebbiano Spoletino ( dado devido ao nome da cidade Spoleto ).

- Chardonnay: Ficou famosa na região por causa do vinho " Cervaro della Sala " do produtor Castello della Sala, que combina a Chardonnay com a Grechetto criando um branco de alta qualidade e muito rico em complexidade.

- Outras Castas: Verdello ( usada em blends em Orvieto, Torgiano e Colli Trasimeno); Drupeggio, o nome da Canaiolo Bianco na Umbria, uma variedade usada para cortes também encontrada na Toscana.

Castas Tintas:

- Sangiovese: Considerada uma " importação" da Toscana, é a casta mais plantada na região. É encontrada na maioria das regiões DOC da Umbria.

- Sagrantino: Encontrada apenas na Umbria, sua origem é um pouco incerta. A área plantada é muito pequena , apenas 100 hectares. Resulta em vinhos profundos, escuros e muito tânicos com notas exóticas de especiarias.

- Gamay: Apesar de mais conhecida em Beaujolais, essa variedade existe em muitas regiões da Itália, sendo que na Umbria tem uma participação significativa na DOC Trasimeno, sendo que algumas vezes é vinificada como varietal.

Outras Castas: Cabernet Sauvignon, sendo usada cada vez mais em blends IGT e VdT ( já se fala em " super-umbria", em alusão aos supertoscanos); Merlot, também popular nos blends da nova geração; Canaiolo, uva nativa da Toscana utilizada em Torgiano e mais alguns locais.


referência: Vino Italiano: The Regional Wines of Italy - David Lynch e Joseph Bastianich



 


Fraca Colheita Mundial de 2012 Ocasionará Escassez de Vinhos



O tempo ruim afetou as colheitas de diversos países ao redor do mundo.

A OIV ( International Organisation for Vine and Wine) diz que a produção global de vinhos cairá para o  nível mais baixo desde 1975.

Os mais atingidos foram os produtores da Argentina, onde a produção cairá 24% e também os dois maiores produtores do Mundo: Itália e França.

A OIV afirmou também que a queda na produção fará com que os preços subam de maneira expressiva.

A sede mundial por vinhos está crescendo, especialmente nos países em desenvolvimento, e espera-se que a demanda ultrapasse a produção esse ano.

 O diretor da organização, Federico Castellucci, diz: " Estamos mergulhando em nossas reservas para atender a demanda" .

Espera-se que a produção global caia para menos de 250 milhões de hectolitros. Ano passado a produção foi de 265 milhões de hectolitros.

O país produtor que mais quebrará essa tendência será os Estados Unidos, que esperam obter um crescimento de 7% na produção.

Fonte: BBC News


quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Itália Aprova Rolhas Sintéticas Para DOC e DOCG

As autoridades italianas aprovaram a utilização de rolhas sintéticas e screwcaps para os vinhos de alta qualidade, os DOC e DOCG.

Prats ( ex- Estournel ) Agora se Junta a LVMH



Jean Guillaume Prats, que recentemente anunciou sua saída do Chateau Cos d'Estournel do qual era diretor , ocupará um novo posto na empresa " Estates & Wines", pertencente ao grupo LVMH e que produz os rótulos Cloudy Bay, Cape Mentelle e outros vinhos de prestígio.

Christophe Navarre, da Moet Hennessy Wines & Spirits anunciou Prats como CEO da Estates & Wines.
Quando efetivado em fevereiro de 2013, Prats irá se instalar em Paris e será membro do comitê operacional da LVMH. Desde 2011 Prats era chairman dos Domaines Reybier e Chateau Cos d'Estournel.
" Eu fiz a escolha de deixar o Cos d'Estournel depois de ter tido o privilégio de dirigir a vinícola por 14 anos - disse Prats à Decanter por email. " E eu me juntei ao grupo LVMH com grande entusiasmo".

O portfolio da Estates & Wines inclui Cloudy Bay, Cape Mentelle, Terrazas de los Andes, Cheval des Andes, Newton Vineyard, Numanthia e Chandon.

fonte: Decanter



terça-feira, 23 de outubro de 2012

Gravner e seus Vinhos de Ânfora

O famoso produtor Josko Gravner explica que sua visita à Georgia para conhecer as antigas técnicas de vinificação o motivou para que produzisse seus vinhos em ânforas na Itália.


quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Preços do Porto vão Subir




Normalmente é brandy em excesso que causa dor de cabeça, e não em escassez. Entretanto a indústria do Porto está enfrentando um sério problema de falta de aguardente vínica para fortificar seus vinhos, de acordo com um grande produtor.

Diversos fatores causaram o problema. Primeiramente os subsídios da União Européia para destilação ( para diminuir o chamado " wine lake" ) terminaram em 2010. Esses incentivos causaram uma enorme oferta de destilados de pior qualidade que não interessa aos produtores de bons vinhos do Porto. Agora que a produção européia de vinhos foi suficientemente reduzida ( arrancando-se videiras e diminuindo a produtividade), o subsídio não é mais necessário, causando uma elevação nos preços dos destilados.

Em segundo lugar, os russos aparentemente desenvolveram uma maior apreciação por brandy, desviando o mercado ainda mais. Aparentemente mesmo brandys baratos possuem uma melhor imagem de qualidade na alta sociedade, dando mais status que as vodcas mais simples.

Outro fator - talvez o mais inesperado: a matéria prima do destilado, o mosto de uvas, está em alta demanda para a produção de sucos e drinks não-alcoólicos. Os fabricantes podem anunciar " 100% suco de fruta sem adição de açúcar", o que dá um bom apelo comercial (se usassem açúcar de cana não o poderiam fazer).

Tudo isso fez com que o aumento no preço do brandy fosse de 0,98 libras por litro há 4 anos atrás para 4 libras em 2012. Acoplando-se isso à mediana safra que houve no Douro ( assim como na maioria da Europa), existe apenas um caminho possível: Os preços dos vinhos do Porto subirão ano que vem pelo menos 10%.    

fonte: Richard Hemming